O antigo internacional português Luís Figo realçou hoje que Portugal tem conseguido grandes exibições contras as seleções mais fortes do mundo, pelo que pode competir de igual para igual no Europeu de futebol contra França e Alemanha.

"Nós somos os atuais campeões da Europa e também da Liga das Nações e, estatisticamente, acho que jogamos sempre melhor contra equipas teoricamente mais fortes. E espero que no próximo Europeu seja assim também", afirmou aos jornalistas Figo, depois de questionado sobre as chances de Portugal no chamado "grupo da morte" do Campeonato Europeu de futebol de 2020.

O ex-capitão da seleção portuguesa falava à margem de uma iniciativa da Fundação Luís Figo, que levou cerca de 200 crianças carenciadas ao espetáculo "O Feiticeiro de Oz no gelo", em Lisboa, abordando vários outros temas.

Desde logo, a campanha positiva do Sporting na Liga Europa, com Figo a considerar que os 'leões' têm legítimas aspirações de ficar no primeiro lugar do grupo, bastando para tal que não saiam derrotados do confronto contra o Lask Linz, na quinta-feira, na Áustria.

"Sim, é sempre preferível ficar em primeiro, também em termos dos próximos compromissos. O Sporting está classificado, o que é uma notícia positiva. Agora é preparar a próxima fase", lançou, acrescentando que há ainda a questão da conquista de pontos para o 'ranking' da UEFA: "Em termos de coeficiente da UEFA é sempre importante somar. Espero que [o jogo] corra bem."

Sobre o campeonato português, Figo admitiu que segue "à distância", lamentando que o Sporting não esteja neste momento mais próximo do primeiro lugar e antecipando uma luta a dois, Benfica e FC Porto, pelo título.

"Infelizmente, o Sporting não está na posição que eu desejaria, mas nos últimos anos a Liga tem sido discutida entre Benfica e FC Porto e acho que este ano não será diferente", vaticinou.

Quanto à criação de uma superliga para os principais clubes europeus, Figo reforçou que é contra essa ideia. "Já dei a minha opinião e penso que fui bastante claro. Não vem beneficiar as ligas nem os campeonatos na Europa, prejudica não as equipas fortes, mas sim as medianas e com potencial financeiro mais reduzido. Temos de lutar contra isso, porque ,em termos de adeptos e equipas, só saem prejudicados. Beneficia-se apenas algumas equipas e por isso não é positivo para o futebol", sublinhou.

Relativamente à possibilidade de vir a ser introduzida uma tolerância de 15 centímetros no fora de jogo, e sobre o papel do VAR, o antigo jogador de Sporting, Barcelona, Real Madrid e Inter de Milão preferiu não opinar, salientando apenas que, na sua opinião, o VAR veio para ficar.

"Não sei, há sempre muitas opiniões. Quem decide as leis do futebol é o IFAB [International Board]. Há sempre discussão em termos do que pode ser decidido nos diferentes lances do jogo. Mas o VAR está para durar e para melhorar em algumas situações", rematou.

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