O Governo do Japão sublinhou hoje que continua com o plano de organizar os Jogos Olímpicos de Tóquio neste verão, apesar do surto do novo coronavírus.

"Continuamos ininterruptamente com a preparação para os Jogos Olímpicos, conforme planeado, enquanto trabalhamos em estreita colaboração com o Comité Olímpico Internacional (COI), com o comité organizador e com o governo Metropolitano de Tóquio", disse o porta-voz do executivo, Yoshihide Suga.

Yoshihide Suga agradeceu os esforços da Comissão Executiva do COI, que divulgou na terça-feira um comunicado afirmando o compromisso "com o sucesso dos Jogos que serão realizados de 24 de julho a 09 de agosto" na capital japonesa.

A Comissão Executiva do COI, que se reúne em Lausanne, na Suíça, afirmou ainda que vai seguir as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Desde que os casos de Covid-19 começaram a ser detetados fora da China em janeiro, o Governo japonês e o comité organizador enfatizaram que a epidemia não altera os planos de Tóquio 2020.

No entanto, a disseminação do vírus já forçou o cancelamento de competições de classificação para os Jogos em vários países, e as restrições de viagens que são cada vez mais aplicadas pelas autoridades de vários países representam um crescente desafio logístico.

Os organizadores e o COI estão em "contacto constante" com a OMS, disse o porta-voz do executivo japonês, que também mencionou a criação de um "grupo de trabalho" para analisar os últimos desenvolvimentos relacionados ao novo coronavírus.

O surto de Covid-19, que pode causar infeções respiratórias como pneumonia, provocou quase de 3.200 mortos e infetou mais de 92.000 pessoas, em cerca de 70 países e territórios, incluindo quatro em Portugal.

Das pessoas infetadas, mais de metade já recuperaram.

Além de 2.981 mortos na China continental, há registo de vítimas mortais no Irão, Itália, Coreia do Sul, Japão, França, Hong Kong, Taiwan, Austrália, Tailândia, Estados Unidos da América e Filipinas.

A OMS declarou o surto de Covid-19 como uma emergência de saúde pública internacional de risco "muito elevado".

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