O Comité Olímpico Internacional (COI) suspendeu hoje provisoriamente o Comité Olímpico do Brasil (COB), na sequência das investigações ao seu presidente, Carlos Nuzman, que foi também afastado de todas as suas funções do COI, do qual é membro honorário.

Em comunicado, o COI explica que o COB não receberá qualquer verba, nem está autorizado a exercer os seus direitos como membro das associações dos Comités Nacionais Olímpicos.

No entanto, o COI refere que a “decisão não terá qualquer impacto na participação de atletas brasileiros em competições internacionais”.

No comunicado, o organismo explica que “aceitará a inscrição da delegação brasileira nos Jogos Olímpicos de Inverno Pyeongchang2018 e em todas as outras competições para as quais o COB seria convidado”.

Carlos Nuzman, que está a ser investigado por alegados crimes de corrupção e branqueamento de capitais, é também afastado das funções que desempenhava na comissão de coordenação dos Jogos Olímpicos Tóquio2020.

Nuzman, que foi também presidente do comité organizador dos Jogos Rio2016, foi detido na quinta-feira em casa, no Rio de Janeiro, na zona sul da cidade, no âmbito da operação designada Unfair Play, ramificação da Lava Jato.

Em setembro, as autoridades judiciais pediram o arresto de mil milhões de reais (271,2 milhões de euros ao câmbio atual) do património do empresário Arthur Cesar Soares de Menezes Filho, sócio de Nuzman, por implicação na compra votos no processo de eleição do Rio de Janeiro.

De acordo com a investigação, o presidente do COB, de 75 anos, integrava “um esquema altamente sofisticado e de âmbito internacional”, o que levou as autoridades brasileiras a pedirem a cooperação de outros países, designadamente, Antígua e Barbuda, França, Estados Unidos e Inglaterra.

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