O FC Porto regressou, esta quarta-feira, à liderança partilhada do campeonato nacional de andebol, ao impor-se na receção ao Benfica, por 31-22, coroando um desempenho avassalador num encontro em atraso da 24.ª jornada.

No Dragão Arena, os campeões nacionais foram para o intervalo com uma vantagem de 18-11 e acentuaram o desequilíbrio na etapa complementar, mantendo um percurso invencível na prova, ao contrário do rendimento irregular das ‘águias’.

No plano individual, o lateral esquerdo André Gomes notabilizou-se pelos nortenhos, com oito golos, secundado pelos seis de António Areia, enquanto o adversário de setor Petar Djordjic foi o elemento mais inconformado dos lisboetas, com cinco tentos.

O FC Porto igualou o Sporting no topo, com 71 pontos, ampliando a distância para o Benfica, terceiro colocado, com 61, sendo certo que os três ‘grandes’ vão transitar para o torneio de apuramento do campeão nacional, que terá ainda o Belenenses e aguarda pela definição das últimas duas vagas nas duas rondas finais da fase regular.

Os ‘dragões’ protagonizaram uma entrada autoritária, gozando da agressividade sem bola, do esclarecimento ofensivo e das exclusões madrugadoras de René Toft Hansen e Francisco Pereira para cavarem um parcial de 8-2 aos 10 minutos.

A pausa solicitada por Carlos Resende acordou as ‘águias’, que ainda aproveitaram alguma desconcentração alheia para reduzir até aos 9-12, mas sem a fluidez necessária para superar o poder físico local, amparado pelas 11 defesas do sólido Alfredo Quintana.

Os oito erros técnicos do Benfica, coadjuvados pela extrema eficácia do FC Porto (78%), abalaram a ligeira recuperação dos lisboetas, estabilizando a vantagem nortenha ao intervalo em sete golos (18-11), que foi reforçada no segundo tempo.

Os ‘encarnados’ ainda procuraram reentrar na discussão nos instantes iniciais do reatamento e colocaram-se novamente a três tentos (16-19), sem nunca beliscar o domínio dos pupilos de Carlos Martingo, que substituiu o adoentado Magnus Andersson.

A manobra atacante dos ‘dragões’ continuava implacável e diversificada perante o recém-entrado Borko Ristovski, que disfarçou como pôde as fragilidades da formação de Carlos Resende, cujo fulgor físico e anímico caiu a pique com o avanço do cronómetro.

O FC Porto chegou a ter 11 golos de diferença e acabou com nove à maior, aproximando-se da goleada imposta no terreno do Benfica na primeira volta (33-23), que traduziu o desnível entre dois emblemas que vão dando cartas em patamares europeus distintos.

 Ficha de jogo

Jogo no Dragão Arena, no Porto.

FC Porto - Benfica, 31-22.

Ao intervalo: 18-11.

Sob a arbitragem de Daniel Martins e Roberto Martins, as equipas alinharam e marcaram:

- FC Porto (31): Alfredo Quintana, Djibril M´Bengue (1), Rui Silva (1), Daymaro Salina (3), Diogo Branquinho (1), António Areia (5) e André Gomes (8). Jogaram ainda Víctor Iturriza, Yoan Balázquez, Miguel Martins (6), Ángel Hernández (2), Leonel Fernandes (1), Alexis Borges (2), Miguel Pinto e Fábio Magalhães (1).

Treinador: Carlos Martingo.

- Benfica (22): Miguel Espinha, Pedro Seabra, João Pais (1), René Toft Hansen (4), Belone Moreira (2), Carlos Martins e Francisco Pereira (1). Jogaram ainda Davide Carvalho, Romé Hebo, Kévynn Nyokas (2), Paulo Moreno (2), Ricardo Pesqueira (2), Bosko Ristovski, Carlos Molina, Fábio Vidrago (3) e Petar Djordjic (5).

Treinador: Carlos Resende.

Marcha do marcador: 3-2 (05 minutos), 7-2 (10), 10-4 (15), 11-7 (20), 13-9 (25), 18-11 (intervalo), 18-14 (35), 21-16 (40), 24-17 (45), 26-18 (50), 29-19 (55) e 31-22 (final).

Assistência: cerca de 2.000 espetadores.

*Artigo atualizado

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