O atual presidente da FAP, cargo que ocupa desde 31 de março, decorrente de eleições intercalares, pretende para o ciclo olímpico de 2012-16 “consolidar o trabalho feito” e demonstra preocupação com aspetos relacionados com a falta de um contrato programa de financiamento das deslocações dos clubes.

»Há duas ou três questões fundamentais que defendo. Aproximar os agentes da modalidade, reduzir alguns níveis de conflituosidade que vinham do passado, dar voz a todos os elementos e envolvê-los num projeto comum», referiu Ulisses Pereira à agência Lusa.

O dirigente sustenta que »este é o caminho que tem vindo a ser seguido nos últimos oito meses» em que, por outro lado, tem sido também sempre presente «a situação de constrangimento financeiro que o país vive e que é transversal à modalidade».

«É importante encontrar as soluções que mais se ajustem, quer em termos de quadros competitivos quer em termos de trabalho de seleções nacionais, de forma a diminuir os custos dos clubes, não deixando de aumentar a competitividade do andebol português no plano nacional e internacional», sustenta.

Ulisses Pereira descarta a hipótese de ajuda financeira direta aos clubes, até porque a FAP se debate igualmente com a redução de apoios públicos, mas aponta projetos de colaboração para diminuir os gastos, criando quadros competitivos menos onerosos.

E a estratégia para combater os constrangimentos financeiros passa por alterar questões pontuais de organização, sem colocar em causa o nível de qualidade dos quadros competitivos, que «somadas constituem uma ajuda preciosa aos clubes».

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