Inês Henriques, campeã mundial dos 50 km marcha em Londres2017, está em Doha "sem objetivos definidos" e reconhece que não vai ser nada fácil defender o título, atendendo à qualidade da concorrência.

"Sei que venho para defender o título, mas sei também que não tem sido nada fácil para mim. Houve muitos obstáculos que tive de ultrapassar", refere a marchadora, também campeã da Europa e antiga recordista mundial.

Aos 39 anos, admite que as dificuldades aumentaram "naturalmente", até porque a prova - que ainda não é olímpica, mas está no calendário de Mundiais e Europeus - tem despertado o crescente interesse de marchadoras de outras "latitudes", como as chinesas, que lideram as tabelas.

"Atendendo às condições, alterei aspetos do treino e por isso não tenho uma noção clara do que possa vir a ser o resultado", adianta, acrescentando: “Não arrisco dizer a classificação que 'quero'. Vou lutar e esperar que o corpo reaja".

A marchadora lusa tem estado a treinar sempre depois do jantar, com sessões com início às 01:00 horas.

Inês Henriques tem um recorde nacional de 4:05,56 horas, na única competição mundial até agora realizada, em Londres, no ano de 2017 e qualificou-se com os 4:09.21 dos Europeus de Berlim, que também ganhou.

Esse registo coloca-a como a sexta melhor, entre as inscritas,

Na mesma prova, compete Mara Ribeiro, de 24 anos, em estreia em Mundiais como atleta sénior. Tem de recorde pessoal 4:27.14 horas, conseguido esta época, o que a coloca como 20.ª na linha de partida.

A prova disputa-se na Corniche de Doha a partir das 23:30 de sábado (21:20 em Lisboa), terminando já na madrugada de domingo.

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