O novo grande nome para a velocidade no atletismo mundial é Dina Asher-Smith, a inglesa que hoje juntou à prata dos 100 metros o ouro nos 200 metros, nos Campeonatos do Mundo que estão a decorrer em Doha.

Aos 23 anos, a britânica impressiona e mostra claras capacidades de progredir mais - bateu o recorde britânico (21,88 segundos), como aliás já o tinha feito no hectómetro.

Há um ano, nos Europeus de Berlim, fez a 'tripla' da velocidade em Berlim (100, 200 e 4x100) e agora mostrou que está ao nível das tradicionais especialistas, vindas da Jamaica ou dos Estados Unidos.

Poderá mesmo ser o início de um ciclo, atendendo à sua juventude e à idade da jamaicana Shelly-Ann Fraser-Pryce, tetracampeã nos 100 metros.

Nos 200 metros, Asher-Smith chegou bem à frente da norte-americana Brittany Brown, prata em 22,22, e da suíça Mujinga Kambundji bronze em 22,51.

A final ficou marcada por várias ausências, a começar por Fraser Pryce, mas também a dupla campeã, a holandesa Dafne Schippers, e a costa-marfinense Marie Josée Talou, que se lesionaram.

Os Estados Unidos não se ficaram pela prata de Brittany Brown para se reforçarem como grande potência do ano, já que também agregaram ao seu pecúlio o ouro de Grant Holloway, nos 110 metros barreiras.

A final foi marcada pela queda do jamaicano Omar Mcleod, campeão olímpico e mundial, que saiu em desequilíbrio da última barreira quando era o único a resistir à passada do jovem norte-americano de 21 anos.

Holloway venceu em 13,10 segundos, à frente do russo Sergey Shubenkov (13,15) e do campeão europeu, o francês Pascal Martinot-Lagarde (13,18)

Sem surpresa, o polaco Pawel Fajdek ganhou o lançamento do martelo, com a excelente marca de 80,50 metros. Aliás, todos os seus quatro lançamentos válidos (teve dois nulos) chegavam para ser campeão.

O único 'sinal menos' na carreira do atleta, de 30 anos, é a derrota nos Jogos Olímpicos do Rio, pelo que a meta Tóquio2020 tem especial significado para ele.

A prata foi para o francês Quentin Bigot, com 78,19, e o bronze para o húngaro Bence Halasz (78,18).

A meio do decatlo, o campeão em título, o francês Kevin Meyer, segue em terceiro, a curta distância dos canadianos Damian Warner e Pierce Lepage.

O heptatlo também está a meio, com a britânica Katarina Johnson-Thompson já a comandar com 96 pontos a mais do que a belga Nafissatou Thiam.

Fora das pistas, a expulsão do treinador Alberto Salazar ainda faz algumas 'ondas', com a IAAF a dizer, através do seu presidente Sebastien Coe, que isso em nada desvaloriza o sucesso do evento.

Uma das atletas treinadas por ele, a holandesa Sifan Hassan, a campeã dos 10.000 metros, esteve nas séries de 1.500 metros e até foi a mais rápida.

Não falou com o 'batalhão' de jornalistas que a esperava, mas mais tarde veio em comunicado dizer que já sabia da investigação de que o treinador era alvo e que por outro lado nada tinha a ver com as situações que levaram as autoridades antidoping a intervir. A federação holandesa também fez questão de apoiar a sua fundista.

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