A final do triplo salto dos Mundiais de atletismo de Doha constitui hoje uma boa ocasião de medalha para Portugal, através de Pedro Pablo Pichardo, o melhor atleta nas qualificações, a reforçar o seu estatuto de favorito.

Também haverá portugueses, pela madrugada dentro, com a alentejana Ana Cabecinha a enfrentar o 'suplício' de competir na Corniche, nos 20 km marcha, com a temperatura a rondar os 30 graus Celsius e a humidade relativa a superar os 70 por cento.

No estádio, Pichardo é um dos 12 finalistas do triplo, uma competição que 'promete' grandes marcas, a exemplo do salto em comprimento, na véspera.

Pichardo fez 17,38 metros na qualificação, que resolveu à primeira, e o salto impressionou por ter ficado a 20 centímetros da tábua de chamada.

O luso-cubano assume que vai entrar em pista pelo ouro e que quer superar as duas medalhas de prata que já tem, em 2013 e 2015, então a representar Cuba.

Os norte-americanos, dominadores da época, têm três elementos na final - Donald Scott, Will Claye e Christian Taylor, o triplo campeão do mundo.

No lote dos favoritos está também Hughes Fabrice Zongo, do Burquina Faso. Completam a final os cubanos Cristian Napoles e Jordan Diaz, o azeri Alexis Copello (de origem cubana), o brasileiro Almir dos Santos, os chineses Ruiting Wu e Yaoging Fang e o turco Necati Er.

A final está marcada para as 21:45 locais (19:45 de Lisboa).

Mais tarde, pelas 23:30 (21:30 de Lisboa) disputa-se a última das provas de marcha com portugueses envolvidos - Ana Cabecinha é uma das 45 que vão para a estrada e não esconde ambições, ela que já foi quarta em Mundiais.

A atleta lusa recorda que sempre gostou de provas com calor e diz que não será por aí, ou por falta de preparação, que as coisas vão falhar, apesar de o seu melhor do ano, 1:31.12 horas, não a colocar entre as 10 melhores inscritas.

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