A portuguesa Salomé Rocha terminou hoje a maratona dos Mundiais de atletismo de Doha na 28.ª posição e, assim que cortou a meta, foi levada em cadeira de rodas para o posto médico.

A mararonista lusa 'pagou caro' a aposta de estar entre as primeiras na primeira metade da prova e, com cerca de hora e meia de corrida, começou a perder posições e tempo para a vencedora, concluindo em 2:58.19 horas.

A vencedora foi a queniana Ruth Chepngetich, em 2:32.43, que era a melhor da época e provou que se dá bem com as maratonas no Médio Oriente, depois de em janeiro ter ganhado no Dubai.

Campeã há dois anos, Rose Chelimo, do Bahrain, caiu agora para segunda (2:32.43) e a terceira foi Helalia Johannes, da Namíbia (2:34.15).

As condições difíceis que se esperavam até acabaram por ser um pouco piores, com uma temperatura de 32 graus à meia-noite, hora do arranque da corrida, e humidade de cerca de 80 por cento.

Como consequência disso, nenhuma das atletas fez recorde pessoal e houve um pouco mais de um terço de desistentes, com 40 maratonistas a acabar uma competição sem adesão de público, com a Corniche de Doha quase 'deserta' - eram bem mais os polícias, jornalistas e elementos da organização.

Salomé Rocha disse que o andamento inicial não foi especialmente forte para ela: "Foi o que esperávamos e correspondia aos treinos que fizemos."

"Tudo estava a correr bem até uma hora e meia de corrida, mas, depois, alterou-se completamente, não consegui mais e só queria era acabar a maratona", disse a atleta portuguesa, que se estreou na distância após uma aposta inicial em 10.000 metros.

A maratonista, que já tem mínimos para os Jogos Olímpicos, com a marca conseguida este ano em Londres (2:24.47), diz que agora só quer "parar e descansar um pouco, de uma época tão longa", para regressar em novembro com novos objetivos.

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