A organização da Meia Maratona de Lisboa, agendada para dia 22 de março, divulgou hoje que vai adotar algumas medidas preventivas de forma a minimizar o risco de contágio pelo novo coronavírus.

Entre as medidas adotadas, e que foram aconselhadas pela World Athletics (associação internacional de atletismo), destacam-se a medição de temperatura corporal que será feita a todos os atletas no local, onde nos dias que antecedem a prova irão levantar o seu dorsal, a instalação de uma ala de isolamento junto à Sport Expo, feira de atletismo que antecede o dia da prova, a obrigatoriedade de todos os participantes preencherem um formulário com informações sobre o local de residência durante a sua estadia em Portugal, a existência de desinfetante cirúrgico junto dos locais de maior concentração de pessoas e a presença de um epidemiologista junto da equipa médica que acompanhará a prova.

Carlos Móia, presidente do Maratona Clube de Portugal, promotor da prova, garante que “a segurança e saúde de todos os atletas e staff é a prioridade da organização” e, embora espere que não aconteça, não enjeita a possibilidade de a corrida ser adiada.

“Estamos conscientes de que esta é uma situação dinâmica e que não se sabe o que irá ocorrer nas próximas semanas. O que posso garantir é que todas as decisões serão tomadas com base na evolução real e de modo racional. Estamos em perfeita sintonia com as autoridades de saúde nacionais, mas não acredito que vá ser necessário adiar a prova”, afirmou o presidente do Maratona.

A 30.ª edição da Meia Maratona de Lisboa está marcada para o dia 22 de março, num dia em que haverá também uma prova de 10 quilómetros, que no total juntará na capital portuguesa 35.000 atletas.

O surto de Covid-19, que pode causar infeções respiratórias como pneumonia, provocou mais de 3.100 mortos e infetou mais de 90.300 pessoas em cerca de 70 países e territórios, incluindo duas em Portugal.

Das pessoas infetadas, cerca de 48 mil recuperaram, segundo autoridades de saúde de vários países.

Além de 2.943 mortos na China, onde o surto foi detetado em dezembro, há registo de vítimas mortais no Irão, Itália, Coreia do Sul, Japão, França, Hong Kong, Taiwan, Austrália, Tailândia, Estados Unidos da América, San Marino e Filipinas.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou o surto de Covid-19 como uma emergência de saúde pública internacional de risco “muito elevado”.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) confirmou os dois primeiros casos de infeção em Portugal, um homem de 60 anos e outro de 33, internados em hospitais do Porto.

Um tripulante português de um navio de cruzeiros está hospitalizado no Japão com confirmação de infeção.

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