A Federação Internacional de Atletismo (IAAF) decidiu hoje manter a suspensão da Rússia, sancionada devido a um vasto escândalo de doping institucional, horas depois de a Agência Mundial Antidoping (AMA) abrir novo inquérito ao laboratório de Moscovo.

“O Conselho (IAAF) aprovou a recomendação da ‘task-force’ de manter a suspensão da Rússia, provavelmente a mais forte que já recebemos” deles, justificou Sebastian Coe, presidente da IAAF, a dias do início dos Mundiais de Doha.

A IAAF mantém assim a punição que está em vigor desde novembro de 2015, quando os atletas russos foram proibidos de participar nas suas provas internacionais, com algumas exceções, em que a sua ética quanto ao doping esteja devidamente comprovada, e no caso competindo estes sob bandeira neutra.

Este anúncio surge horas depois de a AMA abrir um novo processo contra Moscovo, justificado com “inconsistências” encontradas nos controlos eletrónicos de dados do antigo laboratório da capital russa, o que sugere manipulação.

A AMA, que pretende saber a razão pela qual os dados entregues não correspondem à cópia anteriormente recebida de um denunciante do esquema, deu à Rússia três semanas para dar explicações.

O atletismo russo ficou fora dos Jogos Rio2016 e, a 10 meses de Tóquio2020, corre o sério risco de voltar a ficar de fora.

Nestes Mundiais de atletismo, que principiam na sexta-feira e decorrem até 06 de outubro, a Rússia contará com somente 29 atletas, mas a competir sob bandeira neutra.

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