O desafio PT281+ vai ser entre 23 e 26 de julho a primeira ultramaratona do mundo após a suspensão das provas devido à pandemia de COVID-19, para premiar os cerca de 110 participantes.

“Pela primeira vez não queria ser o primeiro. Já fomos pioneiros várias vezes, mas desta vez não tem um significado especial, trabalhámos muito para conquistar este prémio, que não é uma vitória, mas um prémio para os participantes, que se esforçaram muito na preparação, investiram muito, e agora podem participar na primeira ultramaratona neste tempo diferente”, afirmou Paulo Garcia, em declarações à agência Lusa.

A sexta edição da PT281+ vai levar cerca de 110 participantes, de 12 países e três continentes, na sua maioria a solo – cerca de 80 – a percorrerem 281 quilómetros, entre o castelo de Belmonte e o parque urbano de Proença-a-Nova.

Pelo percurso, dividido entre estradões e asfalto, os ultramaratonistas vão passar por Penamacor, Monsanto, Idanha-a-Nova, Castelo Branco e Vila Velha de Ródão, em cerca de 60 horas.

“Este é o tempo médio de um atleta de pelotão, mas penso que, este ano, o João Oliveira, que já venceu a prova quatro vezes e detém o recorde, de 37 horas, pode baixar o tempo”, confiou Paulo Garcia, admitindo que a competição pode acelerar o ritmo.

Entre os inscritos, o responsável pela organização destacou a presença de 14 mulheres, “algumas candidatas a terminarem entre os 10 primeiros”.

A PT281+, organizada pela Horizontes, é uma prova de resistência de corrida disputada na Beira Baixa, inspirada na Badwater 135, disputada na zona do Vale da Morte, na Califórnia, com partida na baía de Badwater (86 metros abaixo do nível do mar) e meta no monte Whitney (4.421 metros de altitude).

Sem a mesma altimetria, a PT281+ destacou-se no calendário de 2020 após o cancelamento da prova norte-americana, que deveria terminar hoje, devido à pandemia de covid-19.

“Esta situação tem servido de desculpa para não reagirmos e estas provas podiam ser uma forma de demonstrarmos abertura ao turismo, mas isso não está a acontecer, seja por receio ou por passividade”, lamentou Paulo Garcia, assegurando que, mesmo com as autorizações necessárias, se deparou com dificuldades na angariação de voluntários, colaboradores e até espaços para os abastecimentos.

A prova é feita em regime de semiautossuficiência, num percurso contínuo, mas com oito bases de apoio, onde os atletas podem descansar e reabastecer-se.

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