A prova Algarviana Ultra Trail (ALUT) vai desafiar uma centena de atletas a atravessarem os 300 quilómetros que separam Alcoutim de Sagres, em menos de 72 horas, num percurso que atravessa os vales e serras do interior algarvio.

A partida dos 94 participantes está marcada para quinta-feira às 16:30 no cais de Alcoutim, junto ao rio Guadiana, terminando no Cabo de São Vicente, em Sagres, num tempo limite de 72 horas, ou seja, domingo às 16:30.

“Além dos 300 quilómetros, é preciso fazê-los nas 72 horas, orientando-se no terreno e passar muito tempo sozinho, o que é um enorme desafio” afirmou à Lusa o diretor da prova, Bruno Rodrigues.

São três dias a correr e “em privação de sono”, avisou aquele responsável, referindo que a prova permite aos participantes “descobrirem locais únicos no Algarve”.

Nesta terceira edição, uma das novidades é o facto de, nos últimos 14 quilómetros da prova - entre Vila do Bispo e o Cabo de São Vicente - os atletas poderem ser acompanhados a pé ou de bicicleta por família ou amigos, no que pode ser um incentivo final para que a prova “acabe em festa”.

A noção de que o Algarve é plano “é enganadora”, já que os atletas ”sobem e descem” constantemente e há algumas subidas que, “apesar de curtas, são bastante íngremes”, o que vai acumulando cansaço, que se manifesta, sobretudo, “na maior subida da prova” entre Silves e Monchique, quando já decorreram 180 quilómetros.

A organização avançou que o tempo alcançado pelo vencedor das duas edições, João Oliveira (41 horas e 40 minutos), torna “apertado” conseguir um novo recorde, mas como as previsões meteorológicas para os dias da prova são amenas “tudo é possível”.

A chuva dos últimos dias ajudou a “assentar o pó”, mas não foi suficiente para encher as ribeiras, pelo que “não vai haver” travessias de águas, acrescentou.

Com cada vez mais “atletas experientes” a inscreverem-se na prova, a organização tem a expectativa que este ano haja mais maratonistas a terminar a prova, já que, normalmente, apenas um terço o consegue.

Dos 94 competidores inscritos, na sua maioria portugueses, há 10 atletas femininas e maratonistas de Espanha, França, Polónia, Inglaterra, Escócia, Brasil ou Uruguai.

A organização revela que o número de atletas está limitado a 100, para que estas possam ser “acarinhados e bem recebidos” e Bruno Rodrigues revela que esse facto tem atraído os ultra maratonistas ao Algarve.

Há a possibilidade de participar a solo ou por equipas – este ano estão limitadas a apenas quatro elementos, sendo que cada atleta apenas faz duas ou três etapas –, partindo uma hora mais tarde e criando “uma espécie” de perseguição, concluiu.

A ALUT é a mais longa ultra maratona em Portugal, percorrida quase na totalidade na Via Algarviana, um percurso pedestre de longa distância, abrangendo os concelhos de Alcoutim, Castro Marim, Tavira, São Brás de Alportel, Loulé, Silves, Monchique, Lagos e Vila do Bispo.

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