Os atletas do treinador Alberto Salazar, suspenso por incitação ao doping, são tratados como “animais de laboratório”, que desconheciam que estavam a ser dopados, afirmou hoje o presidente da Agência Norte-americana Antidopagem (USADA), Trevis Tygart.

“É preciso entender que os atletas não tinham a menor ideia do que estavam a receber e desconheciam se as dosagens eram permitidas”, afirmou Tygart, em entrevista ao canal televisivo alemã ZDF.

Na terça-feira, Alberto Salazar, treinador do britânico Mo Farah até 2017, foi suspenso pela USADA por quatro anos por “incitação ao doping”.

Em comunicado, a USADA referiu que Alberto Salazar, de 61 anos, foi suspenso “por organizar e instigar uma conduta de doping”, acusando o ex-maratonista de ter traficado testosterona e injetado nos atletas o aminoácido L-carnitina acima das doses autorizadas.

Alberto Salazar é o mentor do projeto Oregon, um grupo de treino de alto nível financiado pela Nike e que tem obtido excelentes resultados no fundo e meio fundo.

Depois de conhecida a suspensão, a Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF) retirou a acreditação de Alberto Salazar para os Mundiais de atletismo, que decorrem em Doha, a pedido da federação norte-americana.

Já hoje, em conferência de imprensa, o presidente da IAAF, Sebastien Coe, considerou que o escândalo que motivou a exclusão de Salazar não ensombra os Mundiais, que terminam em 06 de outubro.

Salazar é treinador de vários atletas que estão a disputar os Mundiais, entre os quais a holandesa Sifan Hassan, que já venceu os 10.000 metros e vai participar nos 1.500, e os norte-americanos Clayton Murphy e Donovan Brazier, já qualificados para a final dos 800 metros.

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