Com o quarto desaire, este domingo, no mundial de basquetebol que decorre na China, ficou gorado o principal objectivo da selecção angolana da modalidade de qualificar-se directamente aos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 (Japão).

William Voigt e comandados não conseguiram superar o adversário que diziam conhecer bem (Tunísia), numa partida em que o seu melhor momento se verificou no terceiro período, o qual terminaram em vantagem (28-15), reduzindo o resultado em 65-67, depois de terem estado a perder ao intervalo por 15 pontos de diferença (37-52).

Com sérios problemas de identidade do seu basquetebol, os angolanos cedo deram mostras de que dificilmente atingiriam à meta (Jogos olímpicos), por esta via, pois o rendimento no mundial foi sempre inferior ao dos oponentes, inclusive frente a equipas tidas como ao alcance, a exemplo do Irão.

A caminhada, atípica, ao encontro dos faraós, na segunda partida das classificativas, teve vários momentos negativos, no entanto, escamoteados pelo sofrível, mas emocionante, triunfo diante das Filipinas na terceira e última jornada da fase de grupos.

Depois das derrotas frente a Sérvia (59-105) e Itália (61-92), o conjunto nacional esteve bastante sedento e a primeira vitória (84-81) sobre as Filipinas serviu de alento ao ponto de levar os angolanos a esquecer, se não mesmo ignorar, a correcção/melhoria de aspectos básicos, que tarde ou cedo viriam a afectar no rendimento da equipa.

Era notável a ausência de factores determinantes ao desempenho de uma selecção em provas do género, como qualidade técnica, eficiência, acentuado grau de colectivismo e disciplina, os quais iam perdendo cada vez mais espaço em detrimento da ânsia desmedida por mais uma vitória, que possivelmente a colocaria nos Jogos Olímpicos, ou talvez próxima do apuramento.

Mas como a sorte não quis acompanhar a selecção nacional, nos momentos mais decisivos da prova (ante o Irão, primeiro, e a Tunísia, depois) tudo regressou ao princípio e a equipa averbou derrotas, tal como iniciara a prova.

No último teste, domingo, o cinco nacional baqueou (84-86) ante a bem estruturada Tunísia, orientada por Mário Palmo (ex-seleccionador angolano), pois revelou falta de estrutura, coesão e atitude pela segunda vez consecutiva no pavilhão Cadilac Arena de Pequim, onde põe termo a sua participação na copa, e aguarda pelo desfecho do Senegal para saber se vai, pelo menos, ao torneio pré-olímpico.

Intermitentes no jogo, os angolanos desperdiçaram um ataque a um minuto do fim, quando o placar lhes era desfavorável (82-83), mas ultrapassável, e na sequência permitiram ao adversário converter três pontos, valendo-lhes de nada o último cesto que fixou o resultado em (84-86).

Yanick Moreira (21 pontos), Gerson Domingos (19), Valdelício Joaquim (16), Carlos Morais (10) atingiram dois dígitos no único encontro em que Angola esteve melhor nas estatísticas com 53% (9/17) nos triplos, contra 38% (8/21); 93% (13/14) nos lances livres, onde a Tunísia fez 70% (16/23) e 29 ressaltos, mais quatro em relação ao oponente.

Fora superada somente nos dois pontos 22/40 (55%), nas assistências (21) e roubos de bola, itens em que os tunisinos tiveram, respectivamente, 23/35 (66%), 22 e 5.

A Nigéria, que hoje ganhou a anfitriã China (86-73), apurou-se aos Jogos Olímpicos, enquanto a Tunísia está no torneio pré-olímpico. Ambas terminaram o mundial com três vitórias, mas os nigerianos têm saldo de 54 pontos, pois marcou 435 pontos e sofreu 381, ao passo que os tunisinos têm saldo negativo de 9 (concretizaram 377 e consentiram 386).

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