Em comunicado, a Liga ACB explicou o plano para retomar e concluir a temporada, depois de uma assembleia geral que contou com os 18 emblemas que compõem o principal escalão do basquetebol espanhol.

Desta forma, o campeonato, que foi interrompido quando estavam decorridas 23 jornadas da fase regular, será decidido entre os 12 primeiros colocados à data da suspensão, os quais serão divididos em dois grupos de seis equipas, num sistema de todos contra todos a uma só volta.

Os dois primeiros classificados de cada grupo apurar-se-ão para as meias-finais, que serão disputadas em apenas um encontro, tal como a final. Todos os jogos deste torneio vão ter lugar no mesmo local, que ainda será designado.

O formato inicial da Liga espanhola incluía uma fase regular de 34 jornadas, após a qual os oito primeiros classificados se apurariam para os quartos de final, jogados à melhor de três partidas, antes das meias-finais e final, ambas disputadas à melhor de cinco.

Na reunião de hoje, ficou ainda definido que, "devido a causas de força maior", não haverá despromoções ao segundo escalão, sendo que todo este plano está "dependente da evolução das medidas decretadas pelas autoridades de saúde", de acordo com a nota divulgada pela Liga ACB.

Antes de se retomar a competição, os clubes vão dispor de três semanas de preparação, tendo ficado também estabelecido o dia 10 de julho como limite máximo para se concluir a prova.

Contudo, se até 31 de maio não estiverem reunidas as condições para reiniciar o campeonato, em virtude da crise mundial de saúde pública, a competição será cancelada e não haverá campeão em Espanha.

A nível global, segundo um balanço da AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 165 mil mortos e infetou quase 2,5 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Mais de 537 mil doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 735 pessoas das 20.863 registadas como infetadas, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.

Face a uma diminuição de novos doentes em cuidados intensivos e de contágios, alguns países começaram, entretanto, a desenvolver planos de redução do confinamento e em alguns casos, como Dinamarca, Áustria ou Espanha, a aliviar algumas das medidas.

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