O presidente da Federação Internacional de Boxe (AIBA), Gafur Rakhimov, anunciou hoje que vai se afastar do cargo enquanto decorrer a investigação promovida pelo Comité Olímpico Internacional (COI) ao organismo que dirige.

O empresário uzbeque, de 67 anos, pretende que, durante o período em que decorrer o inquérito, a AIBA seja dirigida por um presidente interino.

Eleito presidente da AIBA em 03 de novembro do ano passado, Rakhimov é acusado, pelo Departamento do Tesouro norte-americano, de integrar a máfia soviética responsável por tráfico de heroína.

“As alegações contra mim foram fabricadas e baseadas em mentiras de índole política. Acredito que a verdade irá prevalecer. Sempre disse que nunca me colocaria acima do boxe e, enquanto presidente, tenho o dever de tudo fazer para servir da melhor forma a modalidade e os nossos atletas”, afirmou Rakhimov.

A investigação pode levar à retirada do reconhecimento da AIBA pelo órgão olímpico.

Em 30 de novembro, o COI anunciou a decisão de 'congelar' a organização do torneio de boxe nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020, enquanto decorrer a investigação.

O boxe, uma das disciplinas históricas dos Jogos Olímpicos, já havia provocado preocupações ao COI em 2016 no Rio de Janeiro, onde 36 árbitros foram suspensos, e a situação piorou com a eleição do uzbeque Gafur Rakhimov para presidente da AIBA.

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