O veterano Alejandro Valverde e o jovem Enric Mas vão liderar a Movistar na Volta a França, anunciou hoje o diretor da equipa espanhola de ciclismo, que conta com o português Nelson Oliveira nas suas fileiras.

“A equipa será liderada por Alejandro Valverde e Enric Mas no Tour e por Marc Soler no Giro, enquanto as provas de uma semana e as clássicas de um dia estarão reservadas para os corredores jovens”, detalhou Eusebio Unzué, numa videoconferência de apresentação do calendário da Movistar para a restante temporada.

O diretor da formação espanhola, a mais antiga do WorldTour, assumiu as dificuldades sentidas para ‘distribuir’ os seus ciclistas pelos intensos e sobrecarregados 120 dias de competição, de um calendário reformulado devido à pandemia da covid-19.

“Este plano foi difícil de elaborar. A ideia era irem os três ao Tour e à Vuelta, mas pensámos que era uma oportunidade para o Enric Mas e o Soler liderarem numa grande [Volta]. O Enric teve mais dificuldades em aceitar [a ideia], mas o Marc Soler entendeu que era uma boa oportunidade”, contou.

A ideia de Unzué é que Valverde seja o “padrinho” de Enric Mas, a cumprir a sua primeira temporada na equipa, na Volta a França, que deveria decorrer entre 27 de junho e 19 de julho e foi adiada para o período entre 29 de agosto e 20 de setembro, devido à pandemia do novo coronavírus, quase ‘colando’ no Giro (03 a 25 de outubro), que, por sua vez, coincide em datas com a Vuelta (20 de outubro a 08 de novembro).

E Valverde, terceiro classificado na ‘Grande Boucle’ em 2015 e nono no ano passado, garantiu estar entusiasmado por ‘apadrinhar’ o jovem de 25 anos no Tour.

“Gosto muito do Tour e da Vuelta e acredito que com o Enric Mas e uma boa equipa podemos sair-nos bem. Ao Tour, irei com muito entusiasmo, como se tivesse 30 anos, e esperamos aproveitar a oportunidade. Vejo o Enric preparado para enfrentá-lo com garantias”, afirmou o ciclista de 40 anos.

O eterno líder da Movistar, que também dividirá a liderança com Mas na Vuelta, pronunciou-se ainda sobre os rumores que dão conta do interesse da sua equipa em Chris Froome, o quatro vezes vencedor da Volta a França (2017, 2016, 2015 e 2013).

“Froome seria sempre bem recebido para onde quer que fosse, porque é um grande campeão, mas a verdade é que nos parece difícil que venha para cá. Tudo não passou de uma mera ‘anedota’”, defendeu.

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