O ciclista norueguês Edvald Boasson Hagen (Dimension Data) culminou hoje um interregno de três anos, ao vencer a quarta etapa do Critério do Dauphiné, ainda liderado por Alberto Contador (Tinkoff), apesar da aproximação de Chris Froome (Sky).

Habituado a altos voos no Dauphiné, Hagen recuperou a veia triunfal, impondo-se num ‘sprint’ apertado em Belley, diante dos franceses Julian Alaphilippe (Etixx-QuickStep) e Nacer Bouhanni (Cofidis), para somar a sua quarta vitória em etapas na prova francesa e a primeira desde 2013.

“No final, tinha de partir de longe. Os outros estavam a ficar cansados e consegui ficar na frente. Estou muito contente. Esta etapa era a última oportunidade para ciclistas como eu e queria mesmo sair bem hoje. Está a ser uma ótima época e estou a ficar cada vez melhor para o Tour”, disse o norueguês, depois de conquistar a sexta vitória da temporada.

O grito de raiva que lançou quando cortou a meta, com o tempo de 4:39.26 horas, espelha bem o estado de alma de Hagen, que parece ter deixado definitivamente para trás as épocas dececionantes, coincidentes com o seu percurso na Sky (2010-2014), em que deixou de ser considerado um dos talentos mais promissores do ciclismo mundial para ser visto como um dos maiores ‘flops’.

Hoje, o campeão norueguês, de 29 anos, foi perfeito, nunca deixando Bouhanni sair da sua roda e batendo Alaphilippe por centímetros, no final dos 176 quilómetros desde Tain-L'Hermitage.

Com o triunfo da etapa entregue ao homem da Dimension Data, as atenções voltaram-se para a folha das classificações, que confirmaram que os cortes percetíveis na chegada do pelotão à meta iriam contar para a geral.

Num final desordenado, motivado por uma queda nos quilómetros finais, o britânico Chris Froome (Sky) soube posicionar-se melhor para, na véspera de uma jornada decisiva, 'roubar' nove segundos a Alberto Contador (Tinkoff) e assim subir ao segundo lugar da geral, a apenas quatro segundos do espanhol e dois segundos diante do seu antigo companheiro, o australiano Richie Porte (BMC), que desceu a terceiro.

André Cardoso (Cannondale) e Nelson Oliveira (Movistar) chegaram no grupo de Contador, a nove segundos do vencedor, e são agora, respetivamente, 43.º e 44.º da geral individual, a 2.02 e 2.07 minutos de Contador.

Sérgio Paulinho (Tinkoff), que hoje perdeu 1.24 minutos, é 161.º da geral, a 35.42 minutos.

Na sexta-feira, a quinta etapa decorre ao longo de 140 montanhosos quilómetros, entre Ravoire e a contagem de segunda categoria de Vaujany.

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