O ciclista francês Nacer Bouhanni confirmou hoje que a decisão de trocar a FDJ pela Cofidis não podia ter sido mais acertada, ao conquistar a sua segunda vitória no Critério do Dauphiné, no final da quarta etapa.

Tapado por Arnaud Démare, o favorito dos diretores desportivos, durante duas épocas na FDJ, o corredor-pugilista continua a demonstrar que é um dos melhores ‘sprinters’ da atualidade, impondo-se no final dos 228 quilómetros entre Anneyron e Sisteron, para festejar o seu segundo triunfo em quatro etapas da prova francesa e o quinto da temporada.
Bouhanni foi tão contundente na sua vitória que, na frente do pelotão, no qual seguia o camisola amarela Rohan Dennis (BMC), bateu o belga Jonas Van Genechten (IAM Cycling) com meia bicicleta de avanço e deixou o esloveno Luka Mezgec (Giant-Alpecin) em terceiro.

“O final foi super-rápido”, disse o jovem francês, de 24 anos, que assistiu a uma série de tentativas de fugas nos últimos quilómetros, de nomes tão importantes como Tony Martin (Etixx-QuickStep) ou Vincenzo Nibali (Astana), o vencedor do Tour2014, que aproveitou uma descida para se distanciar, ainda que sem forçar o andamento.

Mas foi Tony Gallopin (Lotto-Soudal) quem mais ameaçou o segundo triunfo do ciclista da Cofidis. Depois da MTN-Qhubeka, que trabalhava para Edvald Boasson Hagen, quarto na tirada, ter anulado a longa fuga do dia, empreendida por Tosh Van der Sande (Lotto-Soudal) e por Martijn Keizer (LottoNL-Jumbo), apanhado a apenas oito quilómetros da meta, o francês, que andou de amarelo na Volta a França do ano passado, fez jus às suas qualidades em terrenos difíceis e saltou do pelotão.

A 1.300 metros da meta, Gallopin exibiu-se como um verdadeiro ‘perseguidor’, mas a sua tentativa foi anulada pela equipa de Bouhanni.

“Julien Simon fez um trabalho incrível. Sem ele, o Gallopin teria ido até ao fim”, defendeu o vencedor da tirada, que desvalorizou o facto de, no Critério do Dauphiné, não ter uma concorrência tão forte como terá no Tour: “Eu conheço-me muito bem. Sou alguém que traça os seus próprios objetivos e não se preocupa com o que fazem os outros”.

Indiferente à luta pela etapa, Rohan Dennis chegou integrado no pelotão, com as mesmas 05:30.53 horas do vencedor, mantendo a camisola amarela, com o mesmo tempo do companheiro Tejay Van Garderen. Nas cinco posições seguintes, a quatro segundos, estão homens da Astana, com Nibali a ocupar o quarto lugar.

Quatro dos cinco portugueses presentes no Critério do Dauphiné, a principal prova-ensaio para a Volta a França, chegaram no pelotão: José Mendes (Bora-Argon 18) foi 16.º, Tiago Machado (Katusha) e Nélson Oliveira (Lampre-Merida) chegaram na 26.ª e 27.ª posições, e Rui Costa (Lampre-Merida) foi 58.º.

Apenas Bruno Pires (Tinkoff-Saxo) perdeu tempo, ao ser 105.º, a 03.05 minutos, uma perda de tempo que lhe valeu uma ‘queda’ para o 92.º posto da geral, a 06.23 minutos do camisola amarela.

Na geral, Costa é o melhor representante luso, na 25.ª posição, tendo o duplo campeão nacional Nelson Oliveira logo atrás, com ambos a perderem 48 segundos para Dennis. Mendes é agora 34.º, a 54 segundos, enquanto Machado ocupa o 50.º lugar, a 01.05 minutos.

Na quinta-feira, a quinta etapa vai ‘imitar’ na íntegra o percurso de uma das etapas da Volta a França de 2015, percorrendo 161 quilómetros entre Digne-les-Bains e Pra-Loup, com a subida a Allos, de primeira categoria, a ser a maior dificuldade.

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