Depois da Strade Bianche, também outras duas míticas provas de ciclismo em Itália, o Tirreno-Adriático e a Milão-San Remo, foram adiadas e nãop terão lugar na data inicialmente prevista, em virtude do surto de coronavírus que se tem revelado particularmente forte naquele país. Não há ainda nova data para a sua realização.

Os organizadores anunciaram esta sexta-feira o adiamento. O Tirreno-Adriático iria decorrer de 11 a 17 de março, enquanto a clássica Milan-San Remo, considerada um dos 'monumentos' do ciclismo mundial, iria decorrer a 21 de março.

Desde a edição inaugural, em 1907, este será apenas o quarto ano em que a Milão-São Remo não sairá para a estrada, depois de também não se ter realizado em 1916 e entre 1944 e 1945, devido I e II guerras mundiais, respetivamente.

O anúncio surgiu pouco depois de ter sido também tornada pública a anulação da edição de 2020 da Strade Bianche, prova ciclistica que decorre também em Itália, um pouco mais a norte, que estava marcada para este domingo.

A RCS Sport, que organiza as duas provas, justificou a decisão com a “necessidade de salvaguardar a saúde e segurança de todas as pessoas envolvidas”, o que motivou também o cancelamento da Volta à Sicília, entre 01 e 04 de abril.

Várias equipas do World Tour, primeiro escalão do ciclismo mundial, tinham já comunicado a sua ausência destas provas antes mesmos de ser conhecido oficialmente o seu adiamento para data ainda por determinar. Os organizadores vão agora reunir-se com a União Ciclista Internacional (UCI) de forma a conseguirem encontrar datas disponíveis num calendário já extremamente carregado.

A Itália é o país europeu mais afetado pelo novo coronavírus, com mais de 3.000 casos confirmados e de 100 mortos, o que levou o governo a decretar que os grandes eventos desportivos, como os jogos de futebol dos principais escalões, se realizem sem a presença de público.

O surto de Covid-19, detetado em dezembro, na China, e que pode causar infeções respiratórias como pneumonia, provocou 3.385 mortos e infetou mais de 98 mil pessoas em 87 países e territórios, incluindo nove em Portugal.

Das pessoas infetadas, mais de 55 mil recuperaram.

Além de 3.042 mortos na China, há registo de vítimas mortais no Irão, Itália, Coreia do Sul, Japão, França, Hong Kong, Taiwan, Austrália, Tailândia, Estados Unidos da América e Filipinas, San Marino, Iraque, Suíça, Espanha, Reino Unido e Países Baixos.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou o surto de Covid-19 como uma emergência de saúde pública internacional e aumentou o risco para “muito elevado”.

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