O ciclista britânico Peter Kennaugh (Sky) venceu este sábado a sétima e penúltima etapa do Critério do Dauphiné, numa chegada ao Alpe d'Huez, onde o australiano Richie Porte (BMC) reforçou a condição de líder.

Porte, que vem apresentando excelente forma a menos de um mês do início da Volta a França, cortou a meta em sexto e ganhou tempo aos seus adversários diretos, exceto o dinamarquês Jakob Fuglsang (Astana), que terminou com o mesmo tempo.

A uma jornada do final, o britânico Chris Froome (Sky) perdeu mais de 20 segundos para o seu ex-colega e manteve o segundo lugar da geral, mas ficou a 1.02 minutos e diminuiu as hipóteses de voltar a subir ao pódio final vestido de amarelo, como em 2013, 2015 e 2016. Além disso, tem Fuglsang, terceiro classificado, somente a 13 segundos.

Mas os maiores festejos da sétima tirada couberam a Peter Kennaugh, que obteve uma das mais importantes vitórias da sua carreira no topo do emblemático Alpe d'Huez, depois de ter deixado para trás o seu compatriota Ben Swift (UAE Emirates), último companheiro de uma longa fuga.

Kennaugh destacou-se na companhia de Swift na última grande dificuldade do dia, a inédita subida de Sarenne, uma contagem de montanha de categoria especial que antecedeu a chegada ao Alpe d'Huez, também ele abordado por uma vertente incomum, já relativamente perto do topo.

Prestes a completar 28 anos, Kennaugh cumpriu os 167,5 quilómetros de percurso iniciado em Aoste em 4:43.59 horas, 13 segundos à frente de Ben Swift, enquanto o espanhol Jesus Herrada (Movistar) foi terceiro, a 1.11 minutos, seguido do belga Jelle Vanendert (Lotto Soudal), a 1.13, e do francês Romain Bardet (AG2R La Mondiale), a 1.14.

Porte foi o seguinte, à frente dos restantes favoritos: Fuglsang, Andrew Talansky (Cannondale-Drapac), Alberto Contador (Trek-Segafredo), Fabio Aru (Astana), Daniel Martin (Quick-Step Floors), Alejandro Valverde (Movistar) e Froome, triplo vencedor do Tour, que foi 15.º, com 25 segundos de atraso para o australiano.

Num dia marcado pelo abandono de Tiago Machado (Katusha Alpecin), André Cardoso (Trek-Segafredo) manteve-se como único representante português e foi o 'escudeiro' de Contador na fase mais difícil da etapa, terminando em 27.º, a 3.24 minutos. Na geral, subiu três lugares, para 25.º, a 9.21 do líder.

No domingo, a oitava etapa, que sai de Albertville, tem apenas 115 quilómetros, mas termina no Plateau de Solaison, onde a meta coincide com contagem de montanha de categoria especial, depois de passagens em Saisies (1.ª), Aravis (2.ª) e Colombière (1.ª).

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