O ciclista português João Rodrigues viveu hoje um dos melhores momentos da carreira, ao vencer a 37.ª Volta ao Alentejo, após uma sexta e última etapa em que foi transportado numa “bolha” pela W52-FC Porto.

“Parece que ia numa bolha, com a equipa toda à volta, não apanhei nada de ar, foi perfeito. Um grande obrigado a todos eles. Aqui só tinha de fazer o mais fácil, que era não perder tempo para o [Luís] Mendonça, e consegui”, disse.

O algarvio partiu para os derradeiros 152 quilómetros da prova, entre Portalegre e Évora, com três segundos de avanço para o português Luís Mendonça (Rádio Popular-Boavista) e quatro para o espanhol Raul Alarcón, seu companheiro de equipa nos ‘dragões’.

Aos 24 anos, João Rodrigues, um dos principais braços direitos de Alarcón na última Volta a Portugal, viveu hoje na Praça do Giraldo um dos momentos mais altos do seu percurso.

“Um dos melhores. Nem sempre é por termos ganhado que é um dos melhores momentos, há outros momentos que nos marcam. Tenho outros momentos bons, mas este vai ficar para sempre gravado na minha carreira”, assegurou.

Após a subida da equipa a continental profissional (segundo escalão), no início da temporada, a W52-FC Porto ainda não tinha somado qualquer triunfo, ‘enguiço’ quebrado na véspera por João Rodrigues, no contrarrelógio da quinta tirada, em Castelo de Vide.

“Ganhar é sempre um motivo de orgulho, isto é a demonstração de todo o nosso trabalho. Obrigado a todos eles”, referiu.

João Rodrigues afirmou que “era um objetivo” dos ‘dragões’ ganhar a Volta ao Alentejo, reforçando que Raul Alarcón “também estava muito bem”.

“Tentámos fazer a diferença na etapa de ontem [sábado], na parte da manhã, mas não conseguimos, o [Luís] Mendonça esteve bastante bem, assim como os outros atletas. No contrarrelógio conseguimos ser os mais fortes e aqui foi tentar não perder tempo”, referiu.

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