A seleção portuguesa feminina de hóquei em patins quer ter "uma palavra a dizer" no Mundial2019, em Espanha, onde promete "não facilitar a vida a ninguém" e "tentar a aproximação às principais potências".

A realidade do hóquei feminino é algo diferente do masculino, dado que Portugal nunca foi campeão mundial, apesar de ter estado em quatro finais, e o último dos três títulos europeus conquistados pela seleção lusa remonta já há 18 anos.

O selecionador Hélder Antunes assegura que a seleção portuguesa "não irá facilitar a vida a ninguém" e está focada em "crescer ao longo da prova", na qual irá tentar colocar em jogo os processos de treino, para ir o mais longe possível.

Hélder Antunes não está à espera que Portugal faça um grande arranque na prova, no sábado frente à Itália, até porque considera que ninguém o faz, mas conta que a seleção vá melhorando de jogo para jogo.

"A nossa expectativa é ter prazer no que fazemos e levar o nome de Portugal o mais longe possível. Vamos tentar fazer uma aproximação às grandes potencias do hóquei em patins feminino mundial", disse à agência Lusa Hélder Antunes.

Portugal partilha o grupo B da primeira fase da competição com a Argentina, Itália e Alemanha, enquanto no A está a anfitriã Espanha - campeã mundial - França, Chile e Suíça.

"Não nos espera uma tarefa fácil, mas vamos querer ter uma palavra. Temos uma final [sábado, com a Itália, no jogo de estreia] e a exigência é sempre máxima, mas vamos ser realistas e colocar os objetivos com o decorrer da prova", disse.

Hélder Antunes adiantou que não pensa nos adversários, até porque só está preocupado com o que pode controlar, mas recordou que é um grupo que inclui a vice-campeã mundial Argentina, a terceira classificada, Alemanha, e a terceira do Europeu2018, a Itália.

"Este é o momento e vai começar amanhã [sábado], com tudo o que tenha de bom e de mau, mas vamos estar focados e trabalhar até à exaustão, que disso ninguém tenha dúvidas", adiantou o selecionador.

A capitã da seleção portuguesa, Marlene Sousa, reforçou também o desejo de chegar o mais longe possível na prova, que admite possa ser decidida por questões de pormenor e de como as seleções chegarem a Espanha.

"Temos os pés bem assentes na terra, mas sabemos das nossas qualidades e das dificuldades. Há seleções muito fortes e a prova vai depender muito de como vão chegar", disse Marlene Sousa, que, com 54 internacionalizações, é a mais experiente jogadora nacional.

Marlene Sousa prometeu "empenho e trabalho" e garantiu que todas as jogadoras estão "motivadas e focadas" no que é "representar 10 milhões de portugueses", algo que constitui um "motivo de orgulho enorme".

"Num campeonato do mundo todos os jogos vão ser difíceis, mas nós estamos preocupadas com o que podemos controlar e não com o que não podemos. Pensamos jogo a jogo, independentemente do adversário. É nisso que nos focamos", disse.

Portugal tem o seu jogo de estreia no sábado frente à Itália, às 15:00 portuguesas (mais uma em Espanha), após o que defronta a Argentina, no domingo, às 13:00, e encerra a fase de grupos na terça-feira com a Alemanha, às 13:00.

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