Angola ficou inserida "num grupo complicado" no Mundial de hóquei em patins, com Espanha, Itália e França, mas o treinador Fernando Falé admitiu que "se estiver bem e num dia bom, pode vencer qualquer seleção".

"Temos possibilidade de lutar pelo segundo lugar [no grupo] e esse é o nosso objetivo, terminar no segundo lugar", disse à agência Lusa o português Fernando Falé, que, em 2017, regressou ao comando da seleção angolana, a qual conduziu aos mundiais de 2005 e 2007.

Fernando Falé destacou o "coletivo forte", a "ambição" e a "intensidade e alegria de jogo" da seleção angolana como os seus principais trunfos, que a legitimam a ombrear de igual para igual com os adversários teoricamente mais fortes.

"Há a motivação e o desejo de provocar uma surpresa, porque a seleção tem qualidade. Temos um estilo de jogo alegre, acutilante, agressivo, motivador e os jogadores empolgam-se, proporcionando, normalmente, bons espetáculos", disse, acrescentando que Angola discute sempre todos os resultados.

Apesar de disputar o campeonato do mundo sem a pressão exigida às seleções que lutam pelo título, Fernando Falé quer melhorar o quinto lugar alcançado há dois anos, em Nanjing, na China, "e, com compromisso e entrega, sonhar cada vez mais alto".

Angola vai disputar a fase de grupos do Mundial2019, a decorrer de sábado até 14 de julho, nas cidades de Vilanova e Barcelona (a partir dos quartos de final), integrada no grupo A, com a anfitriã Espanha, a Itália e a França.

"A Espanha é a campeã. A Itália tem jogadores que lhe permite sonhar com a intromissão na luta do título e a França é sempre muito poderosa", reconheceu o selecionador angolano, que realizou a última fase de preparação para a prova em Portugal.

Apesar das dificuldades esperadas para os jogos da fase de grupos a disputar no pavilhão Isaac Gàlvez, em Vilanova, a cerca de 50 quilómetros de Barcelona, Fernando Falé está otimista com um bom desempenho da sua seleção, bem como das suas possibilidades.

"É um grupo complicado, mas, com exceção da seleção da Espanha, que se destaca como principal candidata, eu diria que a diferença entre Itália e Angola e entre Itália e França não é muita", considerou o selecionador Fernando Falé.

Para o técnico, que assume que a campeã e anfitriã Espanha se destaca entre os potenciais candidatos ao triunfo no grupo A, resta "uma luta a três pelo segundo posto", que possibilite um adversário teoricamente mais acessível nos 'quartos'.

"Diria que é uma luta a três para o terceiro lugar [no grupo A]. Cada uma das seleções tem as suas mais-valias, umas mais experientes e outras com jogadores mais dotados tecnicamente", defendeu, destacando o "coletivo forte" de Angola.

Para Fernando Falé, a seleção de Angola pratica um hóquei "fisicamente muito intenso", com base "num coletivo muito forte", e possui jogadores que são já reconhecidos por atuarem nos melhores campeonatos e clubes do mundo.

Entre o lote de eleitos de Fernando Falé para disputar o Mundial2019 estão João Pinto (Sporting), Francisco Veludo (Vercelli, Itália), André Centeno (Valdagno, Itália), Humberto Mendes (Noia, Espanha) e Martin Payero (Liceo, Espanha).

"[Seleção] ambiciosa e os últimos anos têm demonstrado isso mesmo, com alguma consistência nos resultados e nas exibições também. Angola tem uma mescla de jogadores jovens e mais experientes", disse Fernando Falé, cuja equipa se estreia no sábado frente à Itália.

Portugal, que procura em Espanha recuperar um título que escapa desde o conquistado em Oliveira de Azeméis, em 2003, integra o grupo B, com as seleções sul-americanas da Argentina, Chile e Colômbia.

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