O selecionador italiano de hóquei em patins, Massimo Mariotti, esta quarta-feira que o jogo com Portugal, dos quartos de final do Mundial2019, em Barcelona, será um ‘partidazo’ entre duas seleções candidatas ao título.

"Não é o jogo dos quartos de final que as duas seleções queriam. Amanhã [quinta-feira] vamos jogar todas as nossas cartas para ganhar. É uma final para os dois intervenientes", disse à agência Lusa o antigo internacional italiano.

A seleção transalpina foi surpreendida na derradeira jornada do grupo A pela França (4-2) e caiu para a terceira posição, pelo que o emparcelamento dos quartos de final ditou que o adversário fosse Portugal, segundo posicionado do grupo B.

"Esperávamos estar noutra situação, mas o nosso grupo era o mais difícil. O nosso jogo com a França não correu bem e agora temos um jogo com Portugal, mais complicado, uma vez que é uma equipa poderosa e forte", justificou o selecionador.

Massimo Mariotti, de 55 anos, uma das estrelas históricas do hóquei em patins, rotulado do jogador que não se conseguia marcar, disse ainda que "o jogo não será só complicado para a Itália, mas também o será para Portugal".

Será uma partida de tolerância zero para qualquer das equipas, "pois a que perder fica de fora, morre, é eliminada", vai obrigar a redobrada atenção, pois qualquer deslize pode acabar por ser fatal e Massimo Mariotti recordou o que se passou há dois anos.

"Em Nanjing, recordo que a dez segundos do final do jogo com a França, Portugal estava relegado para o grupo B do hóquei Mundial e já não iria disputar a final, mas tirou partido da queda de um stick adversário para chegar ao golo", lembrou Massimo Mariotti.

"Amanhã será um ‘partidazo’, disso não tenho dúvida, difícil para nós, mas também para Portugal", disse o selecionador italiano, que espera que a nova pista que irá receber os quartos de final, o Palau Blaugrana, em Barcelona, "eleve a qualidade dos jogos".

Massimo Mariotti diz que as condições do Palau Blaugrana, casa do FC Barcelona, "são diferentes e para melhor do que as do pavilhão Isaac Gàlvez", em Vilanova, onde até terça-feira decorreu a fase preliminar de grupos.

"Com o calor, era quase impossível jogar em Vilanova. Aqui, por muito quente que esteja lá fora, o pavilhão é climatizado", disse Massimo Mariotti, acrescentando que a equipa italiana ia "descansar e recuperar a energia física e mental".

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