O presidente da Federação de Patinagem de Portugal (FPP), Luís Sénica, reconheceu hoje que, “apesar do desejo, é remota a possibilidade de Portugal, nos próximos tempos, poder organizar uma edição dos World Roller Games”.

“Gostaríamos muito de organizar em Portugal os World Roller Games [uma espécie de jogos olímpicos das modalidades com rodas], mas face ao investimento requerido teríamos muita dificuldade”, disse à agência Lusa o dirigente.

A segunda edição dos World Roller Games decorre de hoje até 14 de julho em Barcelona, em Espanha, depois da primeira realizada há dois anos em Nanjing, na China, e de a terceira estar já prevista para Buenos Aires, na Argentina, em 2021.

“Só com uma intervenção forte e intensa por parte do governo é que poderíamos fazê-lo”, considerou Luís Sénica, recordando que os World Roller Games são um evento que “tem um peso e um reflexo muito forte na modalidade ao nível mundial”.

Ainda de acordo com o presidente da FPP, “são mais de 5.000 atletas a competir nas várias disciplinas da patinagem, oriundos de todos os continentes, o que faz dos World Roller Games uma espécie de jogos olímpicos das rodas”.

“Para o próprio hóquei em patins [incluído no evento] pode haver aqui um espaço de oportunidade e valorização, mas diria que um campeonato do mundo de hóquei em patins jogado em qualquer formato é sempre um campeonato de hóquei em patins”, acrescentou.

Portugal já recebeu 10 edições do mundial de hóquei em patins (agora integrado nos World Roller Games), troféu que ergueu por 15 vezes, além de 10 medalhas de prata e 16 de bronze, mas a derradeira em que foi anfitrião remonta a 2003, em Oliveira de Azeméis, data a que remonta o último título.

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