O K4 500 composto por Joana Vasconcelos, Teresa Portela, Francisca Laia e Francisca Carvalho esteve hoje aquém do seu potencial e falhou a final dos Mundiais de canoagem, em Szeged, na Hungira, ruindo o sonho de qualificação olímpica.

“Não íamos em pista central, mas tínhamos condições para fazer melhor. Valemos mais do que fizemos aqui hoje”, desabafou Francisca Laia, em lágrimas.

O quarteto cedo perdeu o contacto com o grupo da frente e cumpriu a prova em 1.36,82 minutos, terminado a semifinal em nono, a 5,62 segundos da Polónia, que venceu e se qualificou juntamente com Rússia e Austrália.

A médica garante que a tripulação deu “o máximo, mas notou-se que não foi o suficiente”: “Estamos cientes de que o trabalho que fizemos foi bem feito. Simplesmente, há dias em que as coisas não ocorrem tão bem. Pena ser hoje”.

Se o sonho terminou para a tripulação, nem por isso esmorece para as canoístas, uma vez que há vagas em K1 e K2 em disputa em maio de 2020.

Se Teresa Portela confirmar a vaga em K1 200 – que é para o país e não para a atleta -, Portugal pode aspirar ao êxito nos três lugares K1 500 e um K2 500.

Caso a atleta não confirme a qualificação, Portugal pode apostar em alcançar também um dos lugares de K1 200, além dos mencionados.

“Podemos todas acreditar que ainda é possível ir a Tóquio, mas objetivo era irmos de K4 para não termos essa luta por uma vaga. Mas o desporto é assim”, acrescentou Teresa Portela.

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