As próximas edições dos Jogos Olímpicos podem ser organizadas “com um risco financeiro próximo de zero”, assegurou hoje Juan Antonio Samaranch, vice-presidente do Comité Olímpico Internacional (COI).

“Nesta fase de diálogo vamos ajudar as cidades a desenhar o melhor projeto, para que seja possível organizar os Jogos de uma maneira muito mais razoável e com um risco financeiro próximo do zero”, disse Samaranch, em entrevista à EFE.

O presidente do COI disse acreditar que está a ser passada a mensagem de que os Jogos Olímpicos são “algo bom para os territórios” e “não a festa extravagante proposta por alguns políticos”.

“Organizar os Jogos de inverno custa, a partir de agora, entre 1,2 e 1,5 milhões de dólares (entre 970 mil e 1,2 milhões de euros)”, acrescentou o espanhol.

Samaranch atribuiu a esta mudança de filosofia o interesse de sete países em organizar os Jogos de inverno de 2026, depois de só duas cidades se candidatarem à organização das edições de 2022 e de 2024.

O COI e as federações diminuíram os requisitos para as candidaturas, em relação ao número de lugares nos estádios, pistas de treino, alojamento e zonas de hospitalidade, permitindo assim que tenham de se construir menos infraestruturas novas e as que se construírem têm de estar integradas num plano de desenvolvimento do território, a longo prazo.

“O nosso interesse é que os Jogos se realizem com menos dinheiro. Há que passar de rico a inteligente. Inteligência economiza milhões”, concluiu Samaranch.

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