O presidente da Federação Equestre Portuguesa (FEP), José Elias da Costa, afirmou hoje que as datas hoje anunciadas para os Jogos Olímpicos Tóquio2020, são "adequadas", depois do adiamento forçado para 2021, devido à pandemia de covid-19.

Depois de ter considerado "benéfico" o adiamento do evento, que iria decorrer entre 24 de julho e 09 de agosto de 2020, o dirigente federativo afirmou que o período entre 23 de julho e 08 de agosto de 2021, hoje revelado pelo presidente da comissão organizadora dos Jogos, Yoshiro Mori, enquadra-se na preparação que os atletas precisam de fazer.

"Do meu ponto de vista, [as novas datas] estão muito bem, pois situam-se na mesma altura do ano. Adequam-se às necessidades da organização e dos atletas", disse, em declarações à agência Lusa.

José Elias da Costa frisou ainda que a rotina de trabalho dos cinco cavaleiros portugueses apurados para Tóquio2020 manteve-se inalterada com a mudança de datas, até porque todos eles dispõem dos cavalos e de espaço para treinar nos locais onde residem.

O desporto equestre luso vai fazer-se representar no Japão por Luciana Diniz, cavaleira qualificada para a prova individual de saltos de obstáculos, depois de participações em Londres2012 (17.º lugar) e Rio2016 (nono), e por Maria Caetano, Rodrigo Torres, João Miguel Torrão e Duarte Nogueira, que se vão estrear na prova de ensino por equipas.

A modalidade conseguiu três das 24 medalhas até hoje arrecadadas por Portugal nos Jogos Olímpicos, sempre em provas por equipas, nas edições de 1924, em Paris, de 1936, em Berlim, e de 1948, em Londres.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 727 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 35 mil. Dos casos de infeção, pelo menos 142.300 são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, que está em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 02 de abril, registaram-se 140 mortes e 6.408 casos de infeções confirmadas, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde.

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