O português Miguel Oliveira assumiu hoje que ficaria satisfeito se tivesse completado a temporada de estreia no campeonato do mundo de motociclismo de velocidade, no qual teve como ponto alto o oitavo lugar alcançado na Áustria.

“Acho que o ponto alto da época foi o meu primeiro ‘top-10’ na Áustria, e que melhor lugar do que a casa da KTM. Fui também a primeira KTM nessa corrida, que foi a primeira com a moto completamente igual à equipa principal, e isso deixou-me com muito otimismo em relação ao futuro. Embora os resultados não demonstrassem, houve outras provas muito boas, em que tudo o resto estava lá”, afirmou o piloto natural de Almada, em entrevista à agência Lusa.

Aos 24 anos, Miguel Oliveira chegou ao MotoGP, conseguindo o 17.º lugar, com 33 pontos, numa temporada em que falhou as últimas três corridas, devido a uma lesão no ombro direito.

“Sentir-me-ia mais completo se tivesse feito toda a temporada. Sinto que estava tudo a correr conforme planeado até à queda em Silverstone, que foi a que originou a minha lesão, estava a sentir-me cada vez melhor com a mota e, obviamente, os resultados na segunda metade da temporada iriam ser muito melhores. Era isso que eu estava à espera”, frisou.

O português pontuou em nove das 16 provas em que alinhou, tendo desistido no Grande Prémio da Grã-Bretanha, onde foi abalroado pelo francês Johann Zarco, num incidente que já foi ultrapassado.

“Desde o incidente em Silverstone que eu desculpei e entendi a tentativa de ultrapassagem do Zarco. Honestamente, não tenho nenhum rancor ou ressentimento para com ele. Acho que são tudo águas passadas, fazem parte da competição e quem não aceitar isso, dessa forma, não consegue aguentar muito no campeonato”, referiu.

Miguel Oliveira reconheceu que o seu objetivo “realista” para a época de estreia seria “acabar sempre nos pontos”, atendendo ao facto de ser ‘rookie’ na categoria, depois de ter sido vice-campeão do mundo em Moto2, em 2018, e em Moto3, em 2015, e ao próprio desafio colocado à marca austríaca para equipar a sua equipa, a Tech3.

“A equipa estreou a máquina KTM, que, por seu lado, teve o desafio grande de fornecer material para uma equipa satélite e isso foi complicado para eles, para gerir e fabricar o material. Quando se está a falar de um projeto com quatro motas oficiais, com quatro pilotos, torna-se muito desafiante fornecer tudo a horas e com a qualidade que os pilotos merecem”, recordou.

Mesmo assim, e em jeito de balanço da temporada, Miguel Oliveira assinalou como “nota muito positiva” a sua capacidade competitiva quando “estava 100% saudável e tinha a mesma mota da equipa de fábrica”.

“Isso deixou-me muito bons indicativos para 2020”, rematou.

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