Menos de um ano depois de se ter tornado no mais novo pentacampeão mundial de MotoGP de sempre, o espanhol Marc Márquez (Honda) conquistou o seu sexto título na classe rainha, oitavo no campeonato.

Aos 26 anos, o piloto natural de Cervera, na Catalunha, em Espanha, confirmou hoje, a quatro corridas do final da temporada, que é o mais forte do pelotão, ao tornar-se no mais novo de sempre com oito títulos conquistados, destronando o britânico Mike Hailwood.

A ‘oitava bola' chegou numa temporada dominada quase por completo pelo espanhol, que soma nove triunfos em 15 corridas e cinco segundos lugares. Apenas a desistência no GP das Américas mancha o currículo.

A vitória obtida hoje no Grande Prémio da Tailândia permitiu ao espanhol juntar o título de 2019 aos que já conquistou em 2013, 2014, 2016, 2017 e 2018, pondo fim às ténues esperanças que o italiano Andrea Dovizioso (Ducati) - segundo do campeonato - tinha de arrebatar o seu primeiro cetro.

Com seis títulos conquistados em apenas sete épocas na classe principal (falhou apenas em 2015, ao terminar no terceiro lugar final), Márquez reúne todas as condições para se tornar no piloto com o maior número de títulos de sempre, pois soma ainda um em 125cc (2010) e outro em Moto2 (2012). O italiano Valentino Rossi, com nove, o espanhol Angel Nieto, com 13, e o italiano Giacomo Agostini, com 15, são os únicos pilotos da história do Mundial que venceram mais campeonatos no conjunto das diferentes categorias.

Marc Márquez estreou-se no Mundial de motociclismo de velocidade aos 15 anos, no Grande Prémio de Portugal de 2008, no circuito do Estoril, aos comandos de uma KTM de 125cc, mas teve de esperar por 2010, aos comandos de uma Derbi, para festejar o primeiro título da carreira, na categoria inferior.

O catalão, natural de Cervera, foi ‘promovido' à categoria de Moto2 no ano seguinte e esteve quase a sagrar-se campeão, terminando no segundo lugar, atrás do alemão Stefan Bradl, mas em 2012 dominou o Mundial de forma incontestada, arrebatando o único troféu na classe intermédia.

O ‘salto' para MotoGP, em 2013, não poderia ter sido mais bem-sucedido: Márquez venceu logo à segunda corrida do ano, o Grande Prémio das Américas, tendo-se tornado o piloto mais jovem a conseguir um triunfo e uma "pole position" em 500cc/MotoGP.

Márquez tornou-se também o primeiro estreante a conquistar o título na categoria rainha, em 35 anos, e continuou a reescrever a história no ano seguinte, ao sagrar-se o mais jovem bicampeão mundial, com 21 anos, após vencer as primeiras 10 provas.

Em 2015, o espanhol não foi além do terceiro lugar, atrás do compatriota Jorge Lorenzo e de Rossi, mas ressurgiu em grande na temporada passada, assegurando a conquista do título quando faltavam disputar ainda três corridas.

Em 2017, o espanhol apenas encerrou a questão na última prova, devido a três abandonos, na Argentina, França e Grã-Bretanha, que compensou com triunfos nas corridas dos Estados Unidos, Alemanha, República Checa, São Marino, Aragão (Espanha) e Austrália.

No ano passado, a três corridas do final do campeonato, o espanhol tratou de garantir matematicamente a conquista do título, somando nove vitórias, quatro segundos lugares e um terceiro.

Desde que conseguiu a primeira vitória, em 2010, somou sempre pelo menos cinco em cada época, feito único nos 70 anos do campeonato do mundo de velocidade.

As celebrações também já viraram uma tradição na Honda, que este ano preparou um cenário especial para o seu campeão. Mal terminou a corrida, Márquez subiu a um palanque, onde tinha uma mesa de snooker para inserir a bola com o número oito no buraco.

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