Cinco portugueses partiram à conquista da América. António Félix da Costa, João Barbosa, Filipe Albuquerque, Pedro Lamy e Álvaro Parente vão marcar presença na 56.ª edição das 24 horas de Daytona, primeira prova do Campeonato norte-americano de resistência, o que constitui um recorde. Durante 24 horas, 50 carros vão estar em pista, durante o fim-de-semana de 27 e 28 de janeiro, numa das mais emocionantes corridas do calendário de provas de resistência.

Além dos portugueses, a Rolex 24, como é atualmente conhecida, contará com nomes como Fernando Alonso ou Juan Pablo Montoya, pilotos com muita experiência de Fórmula 1 e que prometem brilhar na Florida.

A equipa de Pedro Lamy vai largar da primeira linha da grelha de partida, na categoria GTD. A ´pole position` nos protótipos foi conquistado por um Cadillac DPi-V.R, que será guiado por Taylor, Van Der Zande e Hunter.

Os portugueses João Barbosa e Filipe Albuquerque, que dividem o #5 Mustang Sampling Cadillac DPi-V.R com o bicampeão da prova (2004 e 14), o brasileiro Christian Fittipaldi, vão largar da 3.ª posição. Já a equipa de António Félix da Costa conseguiu o 11.º posto.

António Félix da Costa quer
António Félix da Costa quer "surpreender" na estreia nas 24 Horas de Daytona créditos: SAPO Desporto

António Félix da Costa, da Jackie Chan DC Racing (a equipa pertence ao ator Jackie Chan), fará a sua estreia na categoria principal da prova e estará ao lado do britânico Alex Brundle, do chinês Ho-Pin Tung e do austríaco Ferdinand Habsburg, num Oreca LMP2.

"É uma estreia total para mim. Pelo que vi nos testes que fizemos aqui em Daytona, no início de janeiro, acredito que fazemos uma equipa rápida e coesa com o Oreca", explicou o piloto, de 26 anos, em declarações à sua assessoria de imprensa. Parente quer atacar a vitória, mesmo sabendo que "há carros mais rápidos", sendo que o segredo passar por "não cometer erros" para que no final estejam "em posição de surpreender".

Já Álvaro Parente, da Michael Shank Racing, estará ao volante de um Nissan, na categoria GTD, e terá como colegas de equipa a piloto britânica Katherine Legge e os norte-americanos Trent Hindman e A.J. Allmendinger.

"Julgo que o mais importante será ter um carro equilibrado e rápido. Partilhar o carro com o AJ, a Katherine e o Trent têm sido fantástico, são extraordinários", elogiou Parente, em declarações à sua assessoria de imprensa.

As preparações para a qualificação para a corrida têm decorrido com uma "boa atmosfera" e depois de a equipa ter sido "competitiva nos testes do início do mês", querem agora "trabalhar para ter uma máquina eficaz de modo a poder estar na luta pelas posições da frente".

Na categoria principal, de protótipos, os portugueses João Barbosa e Filipe Albuquerque competem pela vitória num Mustang Cadillac, numa equipa completa com o brasileiro Christian Fittipaldi e que em 2017 foi segunda classificada.

Os portugueses João Barbosa e Filipe Albuquerque competem pela vitória num Mustang Cadillac
Os portugueses João Barbosa e Filipe Albuquerque competem pela vitória num Mustang Cadillac

"Vamos focados na vitória. Nem poderia ser de outra forma. Enquanto equipa, já estamos todos muito familiarizados uns com os outros, somos todos experientes e cientes do trabalho que cada um tem de realizar. Se a tudo isso juntarmos uma pontinha de sorte, acho que o caminho está aberto para atingirmos os nossos objetivos", apontou Filipe Albuquerque, em declarações à sua assessoria de imprensa.

João Barbosa, ao lado de Fittipaldi, já sabe o que é vencer no circuito de Daytona, tendo conquistado a prova em 2014, então com o francês Sebástien Bourdais, já depois de um primeiro triunfo em 2010.

As preparações têm deixado boas sensações à dupla lusa, sendo que vão competir num "ótimo carro" e com o apoio de "uma equipa ganhadora". Ainda assim, Filipe Albuquerque prefere ser cauteloso em relação aos adversários, uma vez que muitos poderão ter andado "a esconder o jogo e vão revelar-se no fim de semana da prova".

"Temos de começar a corrida com algumas cautelas e os adversários debaixo de olho", concluiu.

Outro português em prova é Pedro Lamy. O piloto luso, que no ano passado conquistou o título de Campeão do Mundo de Resistência na categoria GTE Am, representa na corrida a equipa Astor Martin, com os colegas de equipa Paul Dalla Lana e Mathias Lauda. Lamy e colegas irão guiar um Ferrari 488 GT3.

Pedro Lamy e colegas irão guiar um Ferrari 488 GT3
Pedro Lamy e colegas irão guiar um Ferrari 488 GT3

Também presente no evento, que conta para a Taça Americana de Resistência e para o campeonato IMSA Sportscar, estará a empresa Galp.

O importador oficial da marca para os Estados Unidos, Luís Castro Meirelles, diz que "a introdução de pilotos portugueses no mercado de desporto motorizado americano influencia grandemente a circulação do nome de Portugal."

"Estimula o interesse e a curiosidade sobre o nosso país, traz empresas portuguesas para este mercado e projeta as relações comerciais, não só para empresas de maior dimensão, como também para médias empresas que desejam entrar neste mercado", disse o gestor.

A Galp vai desenvolver ações promocionais durante a corrida e, segundo Meirelles, está a preparar parcerias com alguns dos pilotos portugueses para os próximos anos.

Em 2017, as 24 Horas de Daytona foram vencidas pela equipa Wayne Taylor Racing, com os norte-americanos Ricky Taylor, Jordan Taylor e Jeff Gordon, além do italiano Max Angelelli.

Em segundo lugar ficou a Mustang, com os portugueses Filipe Albuquerque, que em 2018 também vai correr na United Motorsports, e João Barbosa, ao lado do brasileiro Christian Fittipaldi.

A prova arranca às 19h20 de sábado e poderá ser acompanhado em Portugal através da Eurosport.

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