Completam-se no domingo cinco anos desde a primeira vitória portuguesa no Mundial de velocidade de motociclismo, obtida por Miguel Oliveira (KTM) no Grande Prémio de Itália de Moto3.

Miguel Oliveira, que na altura defendia as cores da KTM Ajo, foi o autor da façanha, no dia 31 de maio de 1995, no circuito de Mugello, em Itália.

A época até não começou da melhor maneira para o português, que estava na quinta temporada no campeonato do mundo, pois somou um 16.º lugar (sem pontuar) e uma desistência nas duas primeiras corridas, no Qatar e nas Américas.

Na Argentina foi quarto classificado, para ser segundo em Espanha e oitavo em França.

Até que, à sexta prova da temporada, o piloto português fez soar A Portuguesa pela primeira vez numa cerimónia de pódio do campeonato do mundo de velocidade de motociclismo, ainda que na classe mais baixa.

O português qualificou-se apenas na 11.ª posição, mas andou sempre no grupo da frente. Entrou na última volta na liderança, mas deixou-se ser ultrapassado pelos italianos Romano Fenati e Francesco Bagnaia e pelo britânico Danny Kent no final da reta da meta, caindo para quarto.

Um par de curvas mais tarde desenvencilhou-se de Kent e, depois, de Bagnaia e Fenati, a quatro curvas da meta.

Uma ponta final muito forte permitiu cavar uma distância segura que lhe permitiu aguentar a liderança na reta da meta, mesmo com os seus adversários a terem a vantagem de seguir no seu cone de aspiração.

Oliveira terminou com 39.39,510 minutos, com 71 milésimos de segundo de vantagem sobre Danny Kent e 127 milésimos sobre Fenati.

Esta foi a primeira de seis vitórias conseguidas pelo piloto português nessa temporada, que ficou marcada por uma lesão contraída no GP da Alemanha, três jornadas mais tarde, que o obrigou a falhar essa prova.

O piloto de Almada regressou em Indianapolis, com um 15.º lugar, mas os pontos perdidos revelaram-se fundamentais na luta pelo título.

Miguel Oliveira terminou na segunda posição, com 254 pontos e a apenas seis do campeão, Danny Kent.

Pelo caminho somou ainda triunfos na Holanda, em Aragão (Espanha) e nas três últimas rondas do campeonato, na Austrália, na Malásia e em Valência (Espanha).

O vice-campeonato valeu ao piloto português o salto para Moto2 para a equipa Leopard, sendo companheiro de equipa precisamente de Danny Kent.

Em 2017 regressou à KTM Ajo, equipa com que conquistou mais três vitórias, precisamente nas últimas três provas da temporada, tal como em 2015.

O ano de 2018 voltou a mostrar um Miguel Oliveira na luta pelo título, que perdeu na última jornada, em Valência, apesar de ter vencido a corrida. Pelo caminho, tinha somado triunfos já em Itália e na República Checa.

Em nove anos que leva de participação no campeonato do mundo, o piloto português conta com 12 vitórias (seis em Moto3 e outras tantas em Moto2), 11 segundos lugares e 11 terceiros de um total de 34 pódios.

Foi, ainda, duas vezes vice-campeão mundial, uma em Moto3 (2015) e outra em Moto2 (2018).

Desde 2019 milita na categoria rainha, a MotoGP, com uma KTM da equipa Tech3.

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