A portuguesa Angélica André desistiu hoje na prova de 25 quilómetros em águas abertas dos Mundiais de natação, disputada sob condições adversas, com chuva, vento e ondulação.

A nadadora do Fluvial Portuense ainda cumpriu 12 quilómetros da competição, em 3:05.27 horas, quando seguia no 16.º lugar da competição vencida pela brasileira Ana Marcela Cunha, em 5:08.03, que juntou o título mundial dos 25 ao dos cinco quilómetros, conquistado na quinta-feira, depois de ter sido quinta nos 10.

Nessa distância, Angélica André tinha conseguido a melhor classificação de sempre de um português em águas abertas, ao terminar no 12.º posto. Antes, no domingo, já tinha sido 19.ª nos 10 quilómetros – a única distância que integra o programa de Tóquio2020.

Na competição de hoje, concluída por 16 das 21 participantes, Ana Marcela Cunha conquistou um inédito terceiro título consecutivo, ao conseguir 8,6 segundos de vantagem sobre a alemã Finnia Wunram e 18,2 sobre a francesa Lara Grangeon, segunda e terceira classificadas, respetivamente.

“Formaram se dois grupos e a Angélica estava no segundo entre as 15 primeiras. Entretanto, perdeu o grupo pelos 11 e nadou oito sozinha. Acabou por desistir, com alguma indisposição, fruto da forte agitação marítima e do vento”, explicou o diretor técnico de águas abertas, Daniel Viegas, citado pela Federação Portuguesa de Natação.

Antes, o francês Axel Reymond revalidou o título nos 25 quilómetros, em 4:51.06,02, batendo ao ‘sprint’ o russo Kirill Belyaev (4:51.06,05), numa vitória confirmada através do ‘photo finish’. O italiano Alessio Occhipinti completou o pódio ao cumprir a prova em 4:51.09,5, apenas mais 3,3 segundos do que Reymond, igualmente duas vezes campeão da Europa na distância (2014 e 2016).

Além de Angélica André, Rafael Gil (Sporting) e Tiago Campos (CN Rio Maior) também participaram nos Mundiais de natação em águas abertas. Gil foi 28.º nos cinco quilómetros e 42.º nos 10, enquanto Campos foi 38.º e 49.º, respetivamente.

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