O presidente da ATP, Andrea Gaudenzi, disse hoje esperar que as competições de ténis sejam retomadas a partir de agosto, mas referiu-se tratar-se apenas de algo "hipotético", devido à pandemia de covid-19.

"Se conseguirmos recomeçar em agosto, poderemos salvar três Grand Slam e seis Masters 1000. Caso contrário, os problemas multiplicar-se-ão", afirmou Gaudenzi, em entrevista com vários meios de comunicação social italianos, citada pela AFP, acrescentando que "foram criadas 50 versões do calendário, que são alteradas diariamente".

O líder do ATP mostrou-se "confiante" de que o circuito de verão nos Estados Unidos "terá início com os Masters 1000 de Toronto e Cincinnati, e depois com o US Open".

Contudo, Gaudenzi deixou uma ressalva: "Falar de um regresso em agosto, setembro ou novembro é falar de algo hipotético, neste momento. Não vale a pena desgastarmo-nos com algo que, eventualmente, poderá nem acontecer".

Por outro lado, o presidente do ATP recusou qualquer sanção para a organização do torneio de Roland Garros, que decidiu, de forma unilateral, adiar a realização do torneio, devido à propagação do novo coronavírus.

"O ténis precisa de união. Foi uma decisão baseada no medo e erraram. Eles próprios reconheceram. Falei com todos os membros do conselho de jogadores e todos eles concordam que os torneios mais importantes se realizem. Mesmo que seja uma hipótese teórica, é possível que Roland Garros se realize em setembro", observou Gaudenzi.

O torneio de Roland Garros, o segundo torneio do Grand Slam da temporada, estava inicialmente agendado para se realizar entre 24 de maio e 07 de junho, mas a organização da prova decidiu, no mês passado, adiá-lo para setembro e outubro, devido à pandemia de covid-19, que já obrigou ao cancelamento de Wimbledon.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,5 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram quase 89 mil. Dos casos de infeção, mais de 312 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia. O continente europeu é, neste momento, o mais atingido, com mais de 787 mil infetados e mais de 62 mil mortos.

Em Portugal, que está em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 17 de abril, registaram-se 409 mortes e 13.956 casos de infeções confirmados, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde.

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