O espanhol Rafael Nadal inverteu este domingo o sentido da final do torneio de Roland Garros, favorável ao sérvio Novak Djokovic, e tornou-se o primeiro tenista da história a vencer em Paris cinco vezes seguidas.
Depois de perder o primeiro "set", o número um mundial caminhou de forma consistente para o triunfo por 3-6, 7-5, 6-2, 6-4, em três horas e 31 minutos, alcançando a sua nona vitória no torneio francês do Grand Slam, um recorde em qualquer "major".
Assegurando que vai continuar no topo da hierarquia, o maiorquino, de 28 anos, negou ao número dois mundial a primeira conquista na terra batida de Roland Garros e ao mesmo tempo somou o seu 14.ª título do Grand Slam, o que lhe permite igualar o norte-americano Pete Sampras e ficar somente a três do recorde do suíço Roger Federer.
Nadal começou por ceder face à entrada fulgurante de "Djoko" na primeira partida, mas a fadiga, agudizada pelo calor e pela humidade a rondar os 80 por cento, provocaram mais danos ao sérvio, que, após a dura "batalha" do segundo "set", foi perdendo precisão nas suas pancadas.
"Neste tipo de encontros, todos os momentos são cruciais. Cada vez que jogo contra Novak é um grande desafio para mim, obriga-me a jogar no limite, o que augura grandes confrontos no futuro", afirmou Nadal, que esta época perdeu a final do primeiro Grand Slam da temporada, o Open da Austrália, para o suíço Stanislas Wawrinka.
Naquela que foi a sétima final de um "major" entre Nadal e Djokovic, e cujo saldo se desequilibrou a favor do espanhol (4-3), o sérvio apresentou-se com um ténis irrepreensível, quase sem erros, e de pancadas precisas sobre as linhas. Conseguiu o "break" no oitavo jogo e ganhou o "set" no seguinte.
O espanhol não iniciava uma final no "court" Philippe Chatrier a perder desde 2006 e Djokovic parecia querer acentuar a tendência dos últimos embates entre ambos - quatros triunfos seguidos.
Após uma troca de "breaks", no sexto jogo, para Nadal, e no sétimo, para Djokovic, o encontro começou a virar a favor do espanhol no 11.º. Fez novo "break" e embalou para um parcial de 5-0 em jogos que lhe permitiu vencer o segundo "set" em 60 minutos e iniciar o terceiro com um 3-0.
A partir daqui foram evidentes os sinais de nervosismo e de algum desespero de Djokovic, que olhou insistentemente na direção da sua equipa, encabeçada por Boris Becker, sem no entanto encontrar solução para contrariar o ténis do espanhol, que foi lidando melhor com a elevada temperatura.
"Comecei muito bem, estive bem no segundo 'set', tive hipótese de forçar o jogo de desempate, mas perdi o meu serviço e a partida inclinou-se para ele. A partir daí joguei pior, tive problemas físicos no terceiro e no início do quarto. Quando estava melhor, ele elevou o nível e ganhou os pontos-chave. Nestes grandes encontros, aparecem os melhores do Mundo", explicou Djokovic.
Afetado psicologicamente, o sérvio começou a acumular erros, mas mesmo assim ainda teve uma oportunidade para voltar a igualar o terceiro "set" no longo sétimo jogo (11 minutos). Só que Nadal mostrou a sua melhor versão nessa ocasião e não consentiu, avançando para a vitória na partida.
Como é seu hábito, Djokovic não baixou os braços e tentou ressurgir no quarto parcial, numa altura em que o cansaço já afetava a qualidade do jogo de ambos. Ao "break" de Nadal no sexto jogo, o sérvio respondeu da mesma forma no seguinte, mas não resistiu no décimo e ofereceu a vitória com uma dupla falta, no momento menos bonito da final, marcado pelos gritos de um espetador entre os dois serviços.
Sem conseguir evitar o 66.º triunfo de Nadal em Roland Garros, onde o espanhol apenas foi derrotado uma vez, Novak Djokovic, de 27 anos, continua em busca do único Grand Slam que lhe falta no palmarés.

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